sábado, 14 de novembro de 2009

O apagão do Zé Pedágio: desabou o Roubanel dos Tunganos

Saiu no site da Agência Brasil: Três vigas de sustentação de um viaduto na Rodovia Régis Bittencourt, altura do quilômetro 270 sentido São Paulo, caíram hoje (13) por volta das 21h15. O viaduto faz parte das obras do Rodoanel. A Polícia Rodoviária Federal informou à Agência Brasil que cinco veículos foram atingidos – um caminhão e quatro carros. Não há informações de mortes. Uma pessoa foi socorrida e está em estado grave e outra com ferimento leve, segundo a polícia. A Rodovia Régis Bittencourt está interditada no sentido São Paulo e os carros estão fazendo um desvio por dentro do município de Embu das Artes, onde ocorreu o acidente.
O PiG (*) paulista passou a dar cobertura ao engarrafamento na Régis Bittencourt.O PiG paulista vai tentar esconder o fracasso desse monumento à incompetência dos tucanos. Há 15 anos eles tentam construir uma estrada que ficou conhecida como Roubanel dos Tunganos e não conseguem. O Zé Pedágio sumiu depois da abertura solene e trágica da cratera do metrô. Até hoje ele não disse uma palavra sobre o assunto, embora o Ministério Público já tenha indiciado os criminosos. Sobre o desabamento do Roubanel dos Tunganos, Zé Pedágio pronunciou-se: admitiu haver falhas na obra. Ele é um gênio. É impossível haver economista competente mais competente do que ele. Embora não se economista nem competente, como já demonstrou à exaustão o Conversa Afiada. O PiG omitirá o desabamento, ou o Ali Camel (**) será capaz de demonstrar que foi uma forma genial de o Zé Pedágio aperfeiçoar a obra inacabada. Em tempo: é provável que um dos motivos da cratera do metrô tenha sido a pressa do então candidato a presidência da República Geraldo Alckmin em entregar a obra aos eleitores. O desabamento do Roubanel pode ter tido a mesma motivação. leia mais no Conversa Afiada

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Estou Puta!" - Flash Mob em Porto Alegre

Realize Flash Mob ESTOU PUTA em sua cidade na sexta-feira 13 - dia das bruxas - em protesto as turbas, aos bullyng, à violência contra as mulheres em defesa da liberdade de expressão textual, corporal, visceral. Em Porto Alegre, realizaremos flash mob de SAIA dia 13 de novembro às 19h no centro da feira do livro próximo ao balcão de informações. Solicitamos que tomem a iniciativa, repliquem em torpedos, blogs, twiter, facebook, orkut, ligações, encontros, please! O fato da reitoria ter voltado atrás na sua decisão de expulsão da guria não pode desmobilizar... nossa luta atual é contra o "retrocesso". Sugestão da Ana Terra [de São Paulo] para flash mob de saia: ESTOU PUTA. SAIA de SAIA, SAIA como quiser!!!

Muda OAB

MANIFESTO PELA DEMOCRACIA NA OAB - MOVIMENTO MUDA OAB – CHAPA 3 No próximo dia 16 de novembro acontecem as eleições para a nova direção da OAB/RS. O advogado Leonardo Kauer concorre pela chapa 3 (foto), tendo como candidata à vice a advogada Mônica Montanari. Segundo consta na apresentação da chapa 3, de oposição, "o Muda OAB é um movimento de advogados e advogadas que se constituiu em 2003, diante da compreensão que tinham em comum de que a Ordem precisava de uma renovação substancial, eis que os grupos políticos que vinham, e ainda vêm se alternando no poder da entidade, em pouco ou nada diferiam". Leia a seguir o Manifesto da chapa Muda OAB: O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – dirige-se aos colegas advogados e advogadas do Rio Grande do Sul e do Brasil para reiterar o compromisso de lutar pela implantação do DECÁLOGO DA MUDANÇA* e trabalhar pela democratização da Ordem dos Advogados do Brasil. O Movimento Muda OAB surgiu diante da necessidade sentida pelos colegas de romper com o revezamento entre as duas facções que historicamente administram a OAB/RS e implantar imediatamente tais mudanças. A evolução civilizatória amalgamou os conceitos de democracia e república. Apreendemos na Faculdade de Direito que a república é uma forma de governo caracterizada na essência pela temporalidade dos mandatos dos governantes e a democracia é um regime de governo caracterizado pelo reconhecimento de que o poder político emana da soberania popular. A idéia de república impõe o exercício temporário e desinteressado do poder e a democracia não existe sem o governo pelo povo. Tristes tempos em que – mesmo diante da ausência de qualquer instrumento de controle do poder – a autoproclamação da honestidade e da transparência constituem bandeiras de gestão para uma entidade. Mas o que deveria ser pressuposto revela apenas uma atenção maior com a forma e a aparência das coisas, pois ainda hoje, dentre tantas mazelas, somos brindados com a velha prática de EDIÇÕES ESPECIAIS da "Revista da OAB" com dezenas de fotos do candidato oficial nas vésperas da eleição. Mas é apenas mais um dentro de um sistema que gerou e segue gerando dividendos de toda natureza para um seleto grupo de pessoas que se alternam em duas facções de uma mesma autocracia, incluindo "rompimentos" de última hora e mudanças de lado com o propósito de continuar dentro da "máquina". Uma estrutura que gerencia milhões de reais arrecadados compulsoriamente dos advogados e que ignora o sentido republicano de um controle externo de contas. A ausência de critérios universais para a indicação do quinto constitucional é outro motivo de constrangimento público para a advocacia e contrasta com o silêncio dos dirigentes e correligionários postulantes ao título de magistrados diante das violações diárias das prerrogativas profissionais no Foro e do aviltamento dos honorários profissionais e do mercado de trabalho do advogado. Todos esses fatos têm uma origem comum: o sistema de partido único que vigora nos conselhos da entidade, onde a Chapa que recebe o maior número de votos na eleição, quase sempre uma fração inferior a maioria da totalidade dos eleitores, administra sozinha os interesses da advocacia. O propósito de exclusão dos advogados e advogadas do quotidiano da entidade fica ainda mais evidente diante do medo do voto direto e do sistema de concílio adotado para a escolha do Presidente Nacional, pois a cada três anos um novo dirigente é apresentado para todos sem ter havido a participação da advocacia na sua escolha. É manifesta a ausência de identidade com as concepções democráticas de gestão da coisa pública e do ideário republicano, definidoras da própria consciência pública e do bem comum, o que foi construído no curso da experiência histórica brasileira. A OAB vive no espectro da República Velha. A negação dos valores da isonomia, da cidadania, do pluralismo político e da ordem democrática, consagrados na Constituição Federal e no Estado Democrático de Direito, revelam o descompasso da OAB com o conjunto da profissão e dos princípios constitucionais que regem a república. É URGENTE UMA REFORMA INSTITUCIONAL NA OAB PARA QUE SEJAM IMPLANTADAS ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE NACIONAL DA ENTIDADE E PROPORCIONALIDADE ENTRE OS DIVERSOS SEGMENTOS DE OPINIÃO DA PROFISSÃO NA COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS SECCIONAIS E DO CONSELHO FEDERAL. O Brasil precisa da OAB e a advocacia precisa de uma entidade democrática para zelar pela profissão e bem servir ao país. Participe! O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – conta com o teu apoio. VOTE PARA MUDAR! VOTE CHAPA 3: MUDA OAB! *Carta de princípios do Movimento Muda OAB (Decálogo da Mudança). Fonte: sítio da Chapa Muda OAB: http://www.mudaoab.com/index.php

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HUPPER E A INVEJA

domingo, 8 de novembro de 2009

Uniban, a espetacular fábrica de canalhas

Em anúncios publicados nos jornalões paulistas de 8 de Novembro, a Universidade Bandeirante (Uniban) anuncia que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda. A estudante de Turismo sofreu bárbaro assédio coletivo no dia 22 de Outubro, na unidade de São Bernardo do Campo. O motivo: trajar na ocasião um vestido curto, num tom cereja. O texto publicado pela Uniban deve converter-se imediatamente em peça de estudo para juristas, educadores, antropólogos e sociólogos. A universidade preferiu punir a vítima e inventar uma justificativa pitoresca para o espetáculo do bullying, registrado por câmeras do próprios alunos e vergonhosamente exposto ao mundo pelo Youtube. Segundo os negociantes da educação, "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Seria cômico se não fosse trágico. A Uniban, mais uma das uniesquinas do Brasil, considera "defesa do ambiente escolar" a agitação do bando que ameaçava estuprar a colega e que a perseguiu aos gritos de "puta, puta, puta". Alheia a valores e princípios, a Uniban pautou-se unicamente pela doutrina da preservação do lucro. Expulsou a mocinha da periferia e manteve as centenas de vândalos que a molestaram. Defendeu, assim, a receita, a contabilidade, mesmo sob o risco de macular para sempre sua imagem. Em "Psicologia das Multidões", Gustave Le Bon refere-se com clareza ao fenômeno da sugestão em movimentos de multidões. Diz ele: "Os indivíduos de uma multidão que possuem uma personalidade bastante forte para resistirem à sugestão são em número tão diminuto que acabam por ser arrastados pela corrente". Le Bon lembra que, em determinadas situações, a multidão transforma o indivíduo civilizado num bárbaro, num ser primitivo, movido pelo instinto, que vibra com o ataque ao inimigo inferiorizado. Poucas vezes se viu isso tão claramente quanto no episódio de 22 de Outubro. Há garotas inconformadas com a sina; afinal, não têm o corpão de Geisy. Há machões conquistadores não correspondidos, movidos pelo instinto de vingança. Por fim, a turba ignara que se diverte com a perseguição, algo muito semelhante à farra do boi. A curvilínea e voluptuosa Geisy, que concedeu entrevistas aos programas televisivos vespertinos, exibiu-se no mesmo vestido que gerou a fúria de seus colegas de universidade. Nada formidavelmente pecaminoso como se poderia imaginar. Aliás, fosse ela mirrada e poucos notariam a ousadia de suas vestes. Esses aspectos objetivos da questão foram ladinamente desconsiderados pela direção da universidade. Em nome do "negócio", a Uniban preferiu investir na fabricação de canalhas. A decisão funciona como um sinal verde para os moralistas cafajestes de todos os tipos. Esse incentivo criminoso, pois, não se limita aos clientes da instituição, mas ao conjunto dos estudantes brasileiros. Paulo Freire, costumava advertir os educadores com a seguinte frase: "Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito, e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer". No caso em debate, a Uniban fez exatamente o contrário. Desprezou o sujeito, deseducando-o. Concomitantemente, priorizou o objeto, isto é, seu negócio, o prédio iluminado vendedor de diplomas. Dessa forma, trocou todas as regras da civilidade por um repugnante código de carceragem. O episódio Geisy revela a decadência do ensino universitário brasileiro, transformado em oportunidade de mercado. Essa é a herança do regime militar e dos governos conservadores que o seguiram, sobretudo aquele do privateiro Fernando Henrique Cardoso. Ironicamente, o bajulado professor uspeano de tudo fez para esculhambar o ensino público de qualidade, entregando o sagrado ofício da educação às máfias dos certificados e aos traficantes de títulos acadêmicos. Tempos de provação. E, como formigas, os canalhas saem aos montes dessas instituições, prontos a divinizar o pensamento neoliberal e a Lei de Gérson, seduzidos à barbárie por diversão. Mauro Carrara

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Música na sexta feira

Vamos pro boteco amigo (a) leitor (a), vamos tomar todas e batucar na mesa, clica aí no link e assista o vídeo Adoniran Barbosa e Elis Regina, em 1978, no Bexiga

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ipea: classe média engorda. 18 milhões melhoraram de vida.

Na foto, um detrito de maré baixa Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros sobem na escala social, diz Ipea Segundo pesquisa, ascensão se concentrou no Sudeste e no Nordeste. Ipea caracteriza renda individual de R$ 465 ao mês como ‘classe alta’. O número de brasileiros que ascenderam socialmente entre 2005 e 2008 – passando da classe baixa para a média e da classe média para a alta – foi de 18,5 milhões de pessoas entre 2005 e 2008, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira (5). De acordo com o órgão ligado ao governo federal, 7 milhões de pessoas passaram para a classe média no período e 11,5 milhões de pessoas ingressaram na classe alta. A pesquisa foi feita principalmente com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A metodologia usada pelo Ipea foi usar dados de 2001 para dividir a população em três grupos com o mesmo número de pessoas e verificar qual era a renda máxima em cada grupo.Segundo a classificação, o primeiro grupo, da classe baixa, ficou com renda de até R$ 188 por pessoa (em valores de 2008, ou seja, atualizados pela inflação) por mês; o segundo grupo, ou classe média, tem renda de entre R$ 188 e R$ 465; e o terceiro grupo, a classe alta, com renda de mais de R$ 465 por pessoa. O Ipea então calculou os valores equivalentes a esses para cada ano, de 1995 a 2008, e verificou quantas pessoas entraram e saíram de cada grupo, por esse critério de renda, em cada ano.O segmento de baixa renda representava 34% da população em 1997, número que passou para 26% em 2008, a menor participação desde 1995. Já o segundo grupo, a classe média, representava 21,8% da população em 1995, expandindo-se até alcançar 37,4% da população em 2008. A classe alta, que era 35,8% da população em 1998, também aumentou sua participação até representar 36,6% dos brasileiros em 2008. Clique aqui para ler a reportagem completa no G1. E aqui para ir ao estudo completo do Ipea.